Tuesday, September 3, 2013

O inferno das definições

Ontem, perguntaram-me sobre a natureza de certo sentimento. A indecisão na minha resposta causou espanto. A não ciência de um estado emocional pareceu assombrar meu interlocutor, o que piorou depois que assumi apresentar esta mesma absoluta indecisão em relação a mais de uma pessoa. Ora, além de não haver espaço para a dúvida, parece também não haver lugar para um posicionamento democrático nisto que popularmente as pessoas chamam de "questões amorosas". Então, basicamente, há duas decisões que precisam ser feitas por todo ser humano, sendo: a) o que se sente e b) em relação a quem se sente. A pergunta que não se faz, porém, é a principal: de que adianta? Qual a função desta categorização? A mim parece que uma classificação tende a oferecer às pessoas um certo grau de conforto. Mas, desde que esta definição seja pressuposto para a ação. Se este exercício for, no entanto, mero preenchimento de critérios externos, será representativo de um fútil padrão massificador, que não me interessa. E de fato não deveria interessar a ninguém. 

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